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quinta-feira, 8 de março de 2012

Christopher Hitchens – Os novos mandamentos

Um vídeo curto, acessível e com algum humor, do sempre brilhante Hitchens(para ver ele legendado é só clicar no “CC” em baixo da barra de progresso).

Os Dez Mandamentos foram gravados em pedra, mas pode ser hora para uma reforma. Com toda a devida humildade, o autor assume a tarefa de remoção, o eticamente duvidosa, desafiando o impossível, e corrigir algumas omissões graves.

Para quem deseja se aprofundar mais nesse assunto recomento os seguintes links:

O Big Ten (Os Dez Mandamentos)

http://www.ebonmusings.org/atheism/10c.html

The New Ten Commandments (Os novos 10 mandamentos – Um decálogo para um mundo moderno)

http://www.ebonmusings.org/atheism/new10c.html

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

A “Santidade” de Madre Teresa de Calcutá

Madre Teresa de Calcutá é considerada uma santa. Assim a opinião pública decidiu — e daí para a frente sua santidade não foi mais questionada, fizesse ela o que fizesse. Pelo contrário, suas ações passaram a ser julgadas com base em sua reputação e não o contrário. Até o Vaticano, que via suas esquisitices com reservas, devido a seu tradicionalismo e oposição s mudanças introduzidas pelo Concílio Vaticano II, aceitou o “fato” e passou a capitalizar sobre sua imagem.
O papa João Paulo II abriu o processo de sua beatificação a partir de um “milagre” ocorrido na Índia pouco tempo após sua morte, sem esperar os 7 anos regulamentares. A mídia americana evita criticá-la, por medo de serem acusados de conspiração com os judeus.
Mas a verdade, que as pessoas preferem não saber, é que ela era uma fanática religiosa, de extrema direita, e o melhor que podemos supor a seu respeito é que ela acreditava no que fazia — mas também acreditava que os fins justificam os meios.
A imagem que ficou dela é muito positiva. Talvez inspire favoravelmente as pessoas. Talvez as leve a lutar para fazer deste mundo um lugar melhor, a ser como elas pensam que foi Madre Teresa. Mas a verdadeira Madre Teresa não foi necessariamente uma santa. Assim como grande parte dos santos da Igreja Católica, sua fama provelmente se baseia mais em mitos que em realidade.
Madre Teresa nasceu na Albânia e seu verdadeiro nome era Agnes Bojaxhiu. Sua organização, as Missionárias da Caridade, tem 4.000 freiras e 40.000 voluntários leigos. Sua fama começou com um filme sobre sua vida (e mais tarde um livro, “Something Beautiful for God”) feito pelo político inglês Malcolm Muggeridge em 1969. Malcolm era extremamente crédulo e se encantou com ela, a ponto de ver milagres ocorrendo durante as filmagens, como uma “aura” que apareceu no filme, na verdade o resultado do uso durante o dia de uma película mais apropriada para filmagens noturnas. Mas ele não quis saber de explicações técnicas…
O inglês Christopher Hitchens preparou um documentário sobre suas atividades, com farto material filmado, transmitido pela BBC, e publicou um livro em 1995, “The Missionary Position: Mother Teresa In Theory And Practice”, onde chega conclusão de que ela apoiava os ricos e poderosos e tudo lhes perdoava, enquanto pregava obediência e resignação aos pobres. Seu trabalho provocou muitas reações de repúdio. Seus críticos citaram abundantemente os Evangelhos e o acusaram de crueldade com uma mulher idosa, santa e humilde — mas em nenhum momento contestaram os fatos apresentados.
O livro cita, por exemplo:
  • Sua abjeta bajulação a todas as ditaduras sangrentas do mundo, principalmente as direitistas, como a de Franco, na Espanha, os Duvalier, no Haiti, Enver Hoxha, na Albânia e os esquadrões da morte na Nicarágua e Guatemala. Há registros em filme de suas visitas a esses países e do modo servil como posava ao lado de seus ditadores (ou levava flores para seus túmulos).
  • O modo como aceitava dinheiro e favores de ladrões e corruptos. Um dos casos mais famosos é o de Charles Keatings, do Lincoln Savings and Loan, da Califórnia. Charles era um católico fundamentalista. Foi condenado a 10 anos de prisão por roubar em torno de 252.000.000,00 dólares de 17.000 fundos de aposentadoria de gente humilde. Mas deu a ela mas de um milhão de dólares e lhe emprestava com frequência seu avião particular. Em troca, ele fazia uso de seu prestígio como “santa”. Quando a fraude — e os donativos — foram descobertos, ela enviou ao juiz (Lance Ito, o mesmo do caso O. J. Simpson) uma carta no estilo “freirinha ingênua”, bem diferente de seus outros escritos, em que pintava o acusado como um homem bom que sempre ajudara os pobres. Pedia ao juiz que olhasse no fundo de seu coração antes de emitir seu julgamento e se perguntasse o que Jesus faria naquele caso. O promotor, Paul W. Turley, respondeu-lhe explicando que o dinheiro que ela tinha recebido era produto de roubo e deveria ser devolvido, já que representava as economias de toda a vida de milhares de pessoas humildes. E perguntava a ela o que Jesus faria se recebesse um dinheiro como aquele. Não teve resposta.
  • Quando a Irlanda organizou um referendo popular para decidir a continuidade ou não da proibição ao divórcio, Madre Teresa voou até lá e fez veementes discursos exortando o povo a votar a favor da proibição. Entretanto, quando sua amiga, a princesa Diana, se divorciou, ela declarou publicamente: “Foi melhor assim. Ela não era feliz nesse casamento”. Fica a dúvida se, neste caso, ela falou com o coração ou se, para os poderosos, tudo é permitido. Quando a fábrica da Union Carbide explodiu em Bhopal, matando milhares de pessoas, ela saiu pelo país dizendo:“Perdoem, perdoem, perdoem”. Tudo bem se perdoar a negligência de uma multinacional. Mas, aparentemente, não há perdão para uma pobre mãe que se divorcia do marido bêbado que a espanca e abusa dos filhos.
  • Ela sempre foi radicalmente contra todo e qualquer controle da natalidade. Quando lhe perguntaram se não nasciam crianças demais na Índia, ela respondeu: “Não concordo. Deus sempre provê. Provê para flores e os pássaros, para tudo o que ele criou. E as criancinhas são sua vida. Nunca nascerá o bastante”. É de se perguntar qual a função das Missionárias da Caridade, neste caso.
  • As pessoas enviavam a ela milhões e milhões de dólares em donativos para que ela construísse seus hospitais. Apenas numa conta nos EUA, havia mais de 50 milhões de dólares. O resto estava espalhado pelo mundo (menos na Índia, onde ela teria que prestar conta pelo que recebia). Entretanto, esse dinheiro era usado para construir novos conventos da ordem pelo mundo. Quando ela morreu, as irmães já estavam instaladas em 150 países. Seus hospitais eram, na verdade, galpões rústicos e mal equipados onde as pessoas iam para morrer. Não havia médicos nem higiene e os “diagnósticos” eram feitos por leigos, como as irmãs e os voluntários. E não havia interesse em se encaminhar os doentes para hospitais de verdade. A idéia era a de que se deitassem nas macas ou no chão e sofressem até morrer. Em todos eles havia um quadro na parede que dizia: “Hoje eu vou para o Céu”. Faltava morfina, anestésicos e antibióticos. Apesar dos milhões nos bancos, que permitiriam a contrução de hospitais-modelo, a economia era a palavra de ordem. As injeções, quando havia o que injetar, eram feitas com agulhas lavadas na torneira e que eram usadas até ficarem rombudas e provocarem enorme sofrimento nos doentes. Penalizadas, as voluntárias pediam dinheiro para comprar agulhas novas mas as irmãs insistiam na virtude da pobreza. E quando uma irmã ficava doente? “Reze”, era a resposta. Aliás, Madre Teresa dava grande importância ao sofrimento. Dizia que o sofrimento dos pobres purificava o mundo e que eles davam um belo exemplo (e, naturalmente, não fazia nada para reduzí-lo). Será que alguém perguntou a opinião dos pobres? Note-se, contudo, que quando ela própria ficava doente, corria a internar-se nos melhores e mais caros hospitais, jamais em suas “Casas de Moribundos”.
    Para sermos honestos, Madre Teresa nunca afirmou que seu objetivo era dar assistência médica. São as pessoas que se auto-iludem. Assim, elas têm a quem enviar seus donativos, sem perguntar o que é feito deles, e podem aliviar sua própria consciência e seu sentimento de culpa pela pobreza do Terceiro Mundo. É claro que Madre Teresa nunca fez nada para desmentir esta falsa impressão.
  • Madre Teresa dizia que a AIDS era o castigo de Deus por um comportamento sexual inadequado (o que não explica por que esposas fiéis também pegam AIDS de seus maridos e crianças pegam de suas mães).
  • Apesar de toda sua fortuna, Madre Teresa insistia em manter a imagem de uma ordem de irmãs pobres e mendicantes. Tudo tinha que ser mendigado a cada dia: comida, roupas, serviços. Se a coleta fosse pequena, comia-se menos. Em certa ocasião, as irmãs receberam um grande carregamento de tomates e, para que não se estragassem, fizeram extrato. Foram severamente repreendidas por Madre Teresa: “Quem guarda comida de um dia para o outro, está duvidando da Providência Divina”.
  • Ela procurava manter uma imagem pública de pessoa humilde — mas não via nada de mais em aceitar as ofertas para viajar de primeira classe que as linhas aéreas lhe faziam. E foi assim que ela viajou a Roma para o seu primeiro encontro com o papa. Ao desembarcar, vestiu seu humilde sari e tomou um ônibus. É claro que, no dia seguinte, todos os jornais a retrataram como a freirinha humilde que andava de ônibus e se vestia pobremente, sem se perguntar como é que ela teria conseguido viajar até a Itália.
Agora o Vaticano quer beatificá-la s pressas, sem esperar que se passem os 7 anos regulamentares de sua morte para iniciar o processo. E o milagre que foi aceito como evidência de sua santidade é, no mínimo, supeito: Monica Besra, 30 anos, analfabeta, da aldeia de Dangram, a noroeste de Calcutá, em 1998, um ano após a morte de Madre Teresa, se disse curada de um tumor no ovário após tocá-lo com uma medalha da “santa”.
Os médicos do hospital Balurghat afirmam que a cura foi resultado do tratamento a que ela foi submetida e nem seu marido, Seiku Murmu, acredita nela. Em agosto de 2001 o “milagre” foi informado ao Vaticano e aceito duas semanas depois, tendo início o processo de beatificação. A irmã Betta, das Missionárias da Caridade, pediu para ver o prontuário da paciente, onde sonografias e relatórios mostravam a evolução do tratamento, e agora se recusa a devolvê-lo ou a fazer comentários.
Autor: Fernando Silva
Fontes: Christopher Hitchens – “The Missionary Position: Mother Teresa In Theory And Practice” e notícias diversas na Internet

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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Os Quatro Cavaleiros do Ateísmo - O Debate LEGENDADO

Richard Dawkins, Daniel Dennett, Sam Harris e Christopher Hitchens - Juntos sem moderação, os quatro gigantes do Ateísmo e do Pensamento Livre conversam sobre Ciências, Deus, Religião etc.
Gravado em 30 de setembro de 2007
Todos os quatro autores têm recebido recentemente uma grande quantidade de atenção da mídia para seus escritos contra a religião - algumas positivas e outras negativas. Nessa conversa eles contam histórias sobre a reação do público aos seus livros, os sucessos inesperados, críticas e deturpações comuns. Eles discutem as perguntas difíceis sobre a religião que enfrentam o mundo hoje, e propõem novas estratégias para o futuro.
O vídeo está completo {quase duas horas} e todo legendado
Créditos pela tradução para o português feita por: Dimas Luz
Titulo original: Discussions with Richard Dawkins, Episode 1: The Four Horsemen - 2008
 

Links para download, baixar vídeo e legenda
vídeo:

http://www.megaupload.com/?d=DWC3PLH2

legenda
http://www.4shared.com/document/jINuDhZV/TheFourHorsemenDVDRipXviD.html

Mais opções e informações: http://goo.gl/v8ghJ

Critica: Marcelo Esteves
http://metropolis.livrespensadores.org/

Assitir os quatro cavaleiros do ateísmo em um bate-papo (quase) informal é um privilégio para poucos. Neste vídeo, Richard Dawkins, Christopher Hitchens, Sam Harris e Daniel Dennett conversam sobre ateísmo, religião, militância, crítica e sobre o papel que eles próprios desempenham neste início de século.
O bate-papo aconteceu em 30 de setembro de 2007, seis anos após a destruição das torres gêmeas do World Trade Center, episódio decisivo para a entrada em cena do quarteto, marco inaugural do que passou a ser conhecido como neoateísmo.
A afinidade entre eles é obvia, mas é curioso notar, também, as diferentes visões e posturas em relação aos temas discutidos. Dawkins e seu antiteísmo militante; Hitchens e sua análise política cortante; Harris e sua proposta de uma espritualidade ateísta e Dennet, com seu temperamento conciliador.
O vídeo é relativamente longo, praticamente duas horas de duração. Mas se o leitor deseja conhecer os ícones do ateísmo moderno para além de suas obras, assistí-lo é indispensável.
Alguns Livros:
Deus, um Delírio - Richard Dawkins
Carta A Uma Nação Cristã - Sam Harris
Deus não é Grande - Christopher Hitchens
Quebrando o Encanto: A Religião Como Fenômeno Natural - Daniel Dennett
Produzido pela Fundação Richard Dawkins para a Ciência e a Razão (RDFRS) filmado por Josh Timonen. O DVD original, sem legenda, está disponível para compra no site http://RichardDawkins.net

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Para Hitchens, Jesus supera o seu Pai em crueldade

O Novo Testamento, o do Deus pai de Jesus, costuma ser citado por cristãos conscienciosos como uma espécie de “upgrade, com menos bugs”, do Velho Testamento, onde está o Deus mesquinho, cruel e insano. Para Christopher Hitchens (foto abaixo), contudo, o Novo Testamento é mais terrível que o Velho.
christopher_hitchens_cancerNo Velho Testamento, argumenta Hitchens, há o mandado divino para o extermino de povos, o que hoje é chamado de limpeza étnica. A morte, nesse caso, é o castigo derradeiro de Deus a povos como os midianistas e amalecitas. No Novo Testamento, contudo, o castigo aos ímpios não se finda com a morte e prossegue no inferno por toda a eternidade.

Para Hitchens, essa ideia, a mais cruel de todas já feitas, nasceu com Jesus.

2223712"Ele [Jesus] disse pela primeira vez: “Se você não concorda com o que ofereço, saia daqui e vá para o fogo eterno", disse Hitchens em novembro de 2007 em uma entrevista a Elizateh Carvalho para o programa Milênio, da Globo News. Foi quanto o britânico radicado nos Estados Unidos esteve no Brasil para o lançamento do seu livro “Deus não é grande – como a religião envenena tudo” (Ediouro, 304 págs.).

Nesta entrevista, há um pouco da perspicácia e contundência da critica às religiões do ateu mais brilhante e polêmico da contemporaneidade que morreu aos 62 anos no dia 15 deste mês vítima de um câncer no esôfago.

Íntegra da entrevista.
Christopher, vamos acompanhar um pouco a cronologia do seu livro e voltar a Dartwood na Inglaterra, onde você era um menino de 9 anos e tinha aulas de religião com a sra. Jean Watts. Ela parece ter sido a primeira pessoa a ajudá-lo sem querer a duvidar da existência de Deus. Acho que todos passam por uma experiência parecida como essa em algum momento da vida. Mas a verdade é que, independentemente do quão seja dogmática e irracional a religião, bilhões de pessoas ainda preferem abraçar a fé. Como você explica essa necessidade incontrolável por Deus?
Eu só posso dizer que Ele é muito real, muito necessário para milhões de pessoas. Também temos de admitir que, para muitos de nós, talvez 10%, 15%, essa necessidade não existe. Mas a senhora Watts não disse nada que eu já não soubesse. Não foi como uma revelação no caminho para Damasco. “Eu acreditava em algo, mas agora não acredito mais.” Ou: “Eu acreditava naquilo e agora acredito nisso.” Foi apenas a maneira como descobri que não podia acreditar no sobrenatural. Eu não acreditava e não podia acreditar. É algo diferente de um momento de convicção ou de um momento de descoberta. Mas ainda assim se tornou óbvio para mim, como disse Pascal, “do jeito que fui feito, não posso acreditar”.
Como disse, você escreveu esse livro a vida toda.
É muita gentileza você notar isso com tanta ênfase.
Esse longo caminho que o levou a sua inquestionável objeção à fé religiosa foi fácil ou doloroso?
Acho que foi menos doloroso do que a experiência de muitos dos meus amigos cristãos, muçulmanos e judeus após investiram tantos anos da vida em uma fé que sempre se mostrou inútil. Para mim, é um compromisso intelectual, que é tentar fazer as pessoas entenderem que a melhor vida é a que estuda a razão, ironia, literatura, ciência, humor. E que há outras coisas que fazem a vida a não valer a pena. Nós não devemos nada à ditadura do sobrenatural.
Será que isso tem algo a ver com nossa fragilidade, com a nossa “essência de vidro”? É uma bela definição do roteirista francês Jean-Claude Carrière, que escreveu sobre a nossa “essência de vidro”.
Para mim, não há dúvidas. Somos uma espécie parcialmente racional que tem muito medo da morte, do desconhecido, do escuro. Mas também é muito presunçosa, diferentemente do que outros animais. Acreditamos que o universo foi criado para nós. E isso nos convenceu de que nada foi por acaso. Nós temos de ser o centro, o objeto de tudo. Claro! Entre o nosso medo e o nosso egoísmo, é muito fácil vender a religião para nós. É claro que somos o centro de tudo, com o sol girando em torno de nossa terra! Nada seria mais provável. É tudo para mim, para moi. E é muito difícil perceber que tudo isso é besteira.
Seu livro ilustra muito bem como a religião foi prejudicial ao longo dos séculos e quantas atrocidades foram cometidas e ainda são cometidas em nome de Deus.
Não em nome de Deus, mas por causa da crença em Deus.
Mas ao mesmo tempo há razões por detrás delas [religiões]. E essas razões são a luta constante pela dominação, pela expansão, além do medo constante daquilo que é diferente. Medo e desprezo pelo que é diferente. Você acredita que, sem a religião, essas lutas acabariam?
Não. Vou dar um exemplo. O cristianismo copiou o judaísmo. E o islamismo copiou o cristianismo e o judaísmo. São plágios, mas o monoteísmo é original. É a suposta aliança entre Deus e o povo judaico. Segundo os judeus, Deus os mandou rezar toda manhã, e os homens têm de dizer: “Graças a Deus que não sou mulher”. E as mulheres dizem: “Graças a Deus, eu sou o que sou”. E ambos devem agradecer por não serem gentios ou escravos. Mas isso não foi criado por Deus, mas pelos homens. Pelos "homens", para ser exato, do sexo masculino. Assim eles mantinham as mulheres em seus lugares. Assim é fácil. Só um idiota não vê isso. Deus não decidiu isso. Os homens usaram a religião para controlar as mulheres. No entanto, o impulso por controlar as mulheres existiria mesmo que não acreditassem em Deus. Só que seria mais difícil convencer as meninas de que elas eram propriedade dos homens se não dissessem que esse era o desejo de Deus. Dizendo que era o desejo dos homens, elas não ficariam surpresas. Dizendo que era a vontade de Deus, elas poderiam aceitar, como a exemplo da existência de escravos. Deus quer que haja escravos. É diferente de os homens quererem possuir outras pessoas. Então, com o uso da religião, com a invenção da divindade, você pode disfarçar o que obviamente seria uma ditadura débil e hipócrita criada pelo homem. Então livrar-se da ideia do sobrenatural é um passo – apenas um, mas o mais importante –, talvez o primeiro passo, talvez o maior passo no caminho para a emancipação.
Até ler o seu livro, eu não sabia quantas criaturas divinas tinham nascido de virgens como a Maria. Você diz Buda, Krishma, Perseu, Hórus, Mercúrio...
Deus civilizados. Eu não conheço nenhum deus na mitologia -- escrevi um parágrafo sobre isso -- que não tenha nascido de uma virgem. Seria impossível o cristianismo vender a sua religião se não tivesse dado continuidade a essa tradição egípcia, asteca, persa, mongol. Até Buda nasceu de um corte no corpo de sua mãe. Tudo, menos pelo canal vaginal. Uma via impura. Deus, por alguma razão, prefere usá-la como uma mão única.
Isso seria o medo eterno do sexo ou a necessidade de criar, para Deus, uma origem diferente do sistema biológica humano?
Com certeza é o medo que a religião tem do sexo. Mas também é a repulsa masculina pelo que o homem mais deseja. Os homens precisam das mulheres e não gosta do fato de que precisam delas. Eles precisam muito delas e odeiam ter de precisar. Eles repugnam essa necessidade. E a religião transformou isso em um sistema e o torna sagrado. Minha primeira mulher era ortodoxa grega. Era cristã oriental. Quando ela menstrua não podia ir à igreja. Não podia receber o sacramento da missa. Acho que isso também valia para as católicas e com certeza para as judias. E a repulsa pelos fluídos menstruais femininos é muito comum no islamismo e em outros cultos. Isso vem da antropologia humana, não vem do céu, dos planetas, não vem do sol ou da lua. Vem de formas muito primitivas da antropologia humana. Isso é a primeira coisa é que preciso saber.
Falemos das três religiões monoteístas. Você mergulhou na leitura das Escrituras, em uma mesma história contada de três maneiras diferentes. Mas não ficou claro para mim como vê os três homens mais conhecidos da humanidade: Moisés, Maomé e Jesus. Fale sobre eles.
Moisés é uma figura mítica que foi inventada muitos séculos após a sua suposta morte. O Torá, a Bíblia judaica, tem aproximadamente quatro autores. O Pentateuco, os primeiros cinco livros do Velho Testamento,
Moisés inventado?
Os estudiosos da Bíblia sugerem pelo menos quatro autores que se contradizem e às vezes se sintetizam. Ninguém, além dos judeus fanáticos, acredita que Moisés foi o autor do Torá ou que Deus a ditou para ele, o que, nesse caso, ele seria autor de segunda mão. Maomé, que também teria escrito o livro de Deus – ditado pelo arcanjo Gabriel – não é um figura tão mítica, tão lendária. Provavelmente ele tenha existido. É bem possível que tenha existido. Ele está nesse limite, entre a existência e a lenda. Jesus de Nazaré está ainda mais nesse limite, como Guilherme Tell, Robin Hood e o Rei Artur. Com certeza, muito do que foi escrito sobre Jesus foi feito, como no caso de Moisés e Maomé, séculos após a sua morte por pessoas que evidentemente não o conheceram, pessoas muito tendenciosas. Mas o esforço que fizeram para tornar isso realidade sugere que houve alguma participação de um personagem histórico. Em todo caso, há o desenho de criar uma história que fortalece uma crença.
Como você descreveria Jesus na época em que viveu?
Na melhor das hipóteses, os seus partidários que escreveram sobre ele não concordam sobre o seu nascimento, sua vida, sua morte e sua suposta ressurreição. Os quatro evangelhos se contradizem sobre isso. Mas suponhamos que eles tenham tentado fazer o melhor possível, havendo concordância em relação à morte horrorosa. Ou não horrorosa. Para mim, a pergunta mais importante é: é legítimo que os cristãos digam “alguém morreu pelos seus pecados” sendo que essa pessoa na verdade não morreu? Imagine uma questão moralmente mais importante: se alguém se joga em cima de uma bomba que explodiria em uma sala de aula e absorve o impacto, morrendo para salvar as outras pessoas, podemos respeitar isso. E se for diferente, E se essa pessoa puder se levantar dois dias depois e disser: “Eu estou ileso”. Isso diminui a admiração que temos pelo sacrifício. O cristianismo tem todas essas questões morais que não foram resolvidas.
Voltando às escrituras, você disse que o Velho Testamento foi um pesadelo, mas o Novo Testamento foi mais cruel.. O que é tem de tão terrível?
O velho Testamento é um pesadelo porque tem o mandado divino oficial da limpeza étnica, como chamamos hoje, a destruição de outros povos. Na verdade, é uma limpeza étnica genocida que destrói até a última criança, dos midianistas, dos amalecitas e outros. Essas raças deveriam desaparecer. Suas terras deveriam ser tomadas. E se houvesse sobreviventes, de preferência moças, elas deveriam ser escravizadas e por aí em diante. Era um mandado divino para tudo isto: escravidão, genocídio, assassinatos de crianças, etc. E roubo, conquista, desapropriações. Imperialismo do pior tipo. Depois que os midianistas, amalecistas e moabitas foram destruídos, pronto, eles não sofreriam mais por não serem judeus ou por não terem uma aliança com Deus. Mas aí eles já estavam mortos e pronto, não havia inferno. Mas, pelo Novo Testamento, eles seriam torturados após a morte, para sempre. Essa ideia tão cruel nasceu com Jesus, que disse pela primeira vez: “Se você não concorda com o que ofereço, saia daqui e vá para o fogo eterno”. Acho essa é a ideia mais cruel já proposta na História, hoje muito pregada pelos assassinos suicidas do Islã. É o ensinamento centro de sua doutrina perversa.
Por outro lado, sua leitura do Corão o fizeram dizer que o Islamismo é ao mesmo tempo é mais interessante e a menos interessante das religiões monoteístas. Falemos do que é o mais interessante no islamismo.
O islã alega ser a culminância. Talvez devemos dizer a “consumação” da “revelações” de Abraão, Moisés, Jesus. Ele não as nega, apenas diz que agora Deus as completará com suas últimas palavras, depois das quais não se precisar questionar mais nada. Sem mais perguntas porque todas já foram respondidas. Só precisamos reconhecer as boas novas e nos ajoelhar diante delas. É uma doutrina muito perigosa, é claro, porque sugere literalmente que a época do questionamento humano chegou ao fim. Que já temos as informações de que precisamos. E nada pode ser pior do que isso. A mensagem do Corão ainda traz, no fundo, uma ameaça indireta: “Se você não concorda, há algo muito errado em você e você precisa entrar na linha”. E as medidas a serem tomadas devem ser muito severas.
Mas isso também é válido para outras religiões monoteístas?
Sim, é verdade. O sr. Ratzinger, Herr Ratzinger, o bávaro que se diz “bispo de Roma”, e cujos partidários, mas não eu, o chamam de “papa”, disse recentemente que a Igreja Católica Romana é a fé verdadeira. É claro que ele não poderia dizer outra coisa. Os ensinamentos da igreja estão aí, e ele quis reafirmá-los porque houve um enfraquecimento da doutrina cristã. Mas isso é dito desde antes do profeta Maomé. Acho que a diferença é que os clérigos muçulmanos dizem: “Nos conhecemos a Bíblia [cristã], mas a nossa vem depois, é a última, é a definitiva”. É mais parecido com o que os cristãos falam sobre os judeus. Ou dizem que eles [judeus] fizeram tudo errado, que mataram Cristo, que são hereges; ou os veem com bons olhos e dizem que agiram bem, que inventaram o monoteísmo e que só precisam entender que o Messias já veio, que precisam mais esperá-lo. Para mim, como ateu, todas as religiões são falsas. Elas são falsas do mesmo modo: preferem a fé à razão.
Há um capítulo muito interessante no seu livro, o mais generoso, eu diria, no qual você faz a pergunta: “As religiões fazem as pessoas se comportarem melhor?” E surpreendentemente você diz sim quando fala de Martin Luther King.
Não, eu digo que não. Lamento.
Eu entendi que você...
O que eu disse é que a luta pelos direitos civis dos afro-americanos, dos negros americanos, estava pronta muito antes de o dr. King nascer e foi criada por ateus, leigos e negros.
Você reconhece o papel importante que ele teve?
Retoricamente, a justificativa para o racismo e a escravidão era cristã, especialmente a cristã. É muito inteligente, retoricamente, poder usar a linguagem do cristianismo dialeticamente, mas não ajuda a provar que o racismo e a escravidão são moralmente condenáveis. Nos termos do Velho e do Novo Testamentos, eram um caso encerrado. É apenas uma grande vitória da propaganda: uma vitória retórica porque a religião nunca fez ninguém se comportar melhor. Mas certamente não poderemos dizer que religião não fez as pessoas agirem pior ou não poderíamos usar a justificativa cristã para a escravidão por mais de 200 anos e a justificativa judaica antes disso. Todas as justificativas para a escravidão são religiosas.
Você pertence a um pequeno e seleto grupo de evolucionista que propõe um Iluminismo renovado, centrado no homem. Pessoas como Richard Dawkins e Daniel Dennett, que se chamam de brights, iluminados.
Vou definir assim: eu não posso dizer que tenho uma luz interna. Se você disser que vê isso em mim, eu fico honrado. Mas eu não posso dizer que você deve me ver assim porque seria arrogante de minha parte. O centro do sistema é o ser humano ou a humanidade. Passamos muito tempo tentando mostrar às pessoas que foi a igreja que nos quis convencer de que o universo todo girava ao nosso redor. Por isso não gostavam do Galileu. Queriam que acreditássemos que o Sol girava em torno da Terra, que o universo todo estava centrado em nosso globo. Nós dizemos às pessoas ao contrário. Nós não estamos nem na periferia distante do universo conhecido. É hora de entendermos como nosso papel nisso tudo é pequeno. Só quando tivermos um senso de proporção é que provavelmente poderemos ver isso de forma racional.
Mas a “luz interior” também é uma definição de Deus. E há outras. Por exemplo, eu peguei do filósofo de esquerda Toni Negri, que não é exatamente um homem religioso. Ele diz que a única definição possível para Deus é o excesso, a superabundância, a alegria.
Nós não usamos a razão o suficiente. Nós negligenciamos nossas faculdades, do raciocínio, questionamento e ceticismo. Nós não a usamos de mais, nos a usamos de menos. Será um grande dia quando isso existir em abundância.
De todo o modo, podemos acreditar que a humanidade está evoluindo em direção a esse esclarecimento?
Não acho que a humanidade esteja evoluindo.
Nem um pouco?
Não. Acho que no momento estamos regredindo. As forças da teocracia crescem muito rápido. E de modo mais confiante. E com mais violência e mais adeptos que as forças da razão. O período do esclarecimento humano pode parecer uma fração de segundo muito breve, muito pequena na evolução humana, entre o ano de 1680 e hoje. E talvez esteja para sofrer uma eclipse.
Muito obrigada sr. Christopher. Foi muito bom conversar com você.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Luto para um herói - Christopher Hitchens

christopher-hitchens

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A seguir vou postar uma pequena crônica que compus há um bom tempo atrás, que reflete o sentimento de luto por esse grande homem que nos deixou hoje ela se chama “Saudade de nossos heróis” e também é uma homenagem aos sentimentos de seus familiares que hoje passam por essa terível dor.

Fica aí então essa breve e singela homenagem para o que pra mim é um dos maiores conjuntos de mente e coração juntos. Uma coisa que raros conseguem unir sempre. Realamente é admirável o conjunto de racionalidade e sentimentos que tanto andavam de mãos dadas juntos a ele.

Saudade de nossos heróis

Se existe uma dor que dói mais que tudo no mundo essa dor é a saudade

Mas é a saudade daqueles que não voltam mais

Daqueles que não mais ganharemos aquele abraço tão gostoso

Daqueles que não mais desfrutaremos de seus ombros a chorar

Daqueles que não mais podermos beijar

Daqueles que não mais iremos ouvir suas palavras

Daqueles cuja face será uma lembrança ao qual lembramos nos machucamos por não ter-la entro-nos

Daqueles que nos escutavam em todas as horas,

Como dói não mais nos confidenciar-los

Saudade é uma canção que dói na alma

É uma ferida que jamais cicatriza

Saudade heróis é a pior saudade

Heróis não por ter feito algum ato de heroísmo o qual o mundo viu

Heróis da gente

Que foram heróis de nossa alma

Que nos deram a moral para sermos pessoas melhores

Heróis que nos salvaram as nossas vidas com seus conselhos

Heróis que choravam quando a tristeza abatia em nossos corações

Agora a tristeza consome os nossos corações por conta de sua ausência

Heróis os quais nos tiraram muitos sorrisos de nossas faces

Derrubamos hoje por eles nossas lágrimas

Como dói perder um herói

Por mais tempo que se passe sempre doerá as nossas almas

Heróis não deveriam ir jamais

Mas eles se vão

E que fica é o vilão da saudade

Vilão esse que nossos heróis não mais poderão nos salvar

Como dói a saudade

Como és triste esse sentimento

Que faz a nossa alma sangrar cada vez que sentimos

Como gostaria de sentir saudade com alegria

De lembrar os valorosos momentos felizes com nossos heróis

Mas dói demais em saber que não mais desfrutaremos daqueles momentos

Como dói recordarmos de palavras que nunca dissemos

Como dói não ter falado o suficiente o quanto amávamos os nossos heróis

Como dói não ter falado o ultimo “eu te amo”

Como dói ter deixado partirem sem ao menos dizermos pra não ir

Como dói ter deixado partirem sem nos darem um ultimo abraço

Como dói ter deixado partirem sem pedir perdão

Como dói ter deixado partirem sem sermos os últimos a escutarmos a sua voz

Como dói ter deixado partirem sem nos

E como me dói em compor essa crônica

Como gostaria de não ter motivos pra compor ela...

Guilherme Kempoviki Serafim dos Santos/ sábado 4 de julho de 2009

Morre aos 62 anos Christopher Hitchens

christopher_hitchens_cancer(AP) WASHINGTON - Cancer enfraquecido, mas não amolecer Christopher Hitchens. Ele não se arrependeu ou perdoar ou pedir piedade. Como se beneficiou de imunidade diplomática, sua mente parecia claramente sobre o ataque e contra-ataque de doenças e tratamentos que roubou-lhe o cabelo, a sua resistência, sua voz falando e, eventualmente, a sua vida.
"Eu amo o imaginário de luta", ele escreveu sobre sua doença em um ensaio em 2010 Agosto Vanity Fair. "Às vezes eu desejo estavam sofrendo por uma boa causa, ou arriscar a minha vida para o bem dos outros, em vez de ser apenas um paciente gravemente ameaçadas de extinção."
Hitchens, o autor, ensaísta e polemista que travou verbal e ocasional batalha física em nome de causas esquerda e direita, morreu na noite de quinta-feira no Centro de Câncer MD Anderson, em Houston de pneumonia, uma complicação de seu câncer de esôfago, de acordo com um comunicado da Vanity Fair revista. Ele tinha 62 anos.
"Nunca haverá outro como Christopher. Um homem de intelecto feroz, que era tão vibrante na página enquanto ele estava no bar", disse o editor da Vanity Fair, Graydon Carter. "Aqueles que lê-lo senti que o conhecia, e aqueles que o conheciam eram almas profundamente feliz."
Ele tinha desfrutado sua bebida (o suficiente para "matar ou atordoar a mula média") e cigarros, até que ele anunciou em Junho de 2010 que ele estava sendo tratado de câncer do esôfago.
Ele era um intelectual engajado mais, prolífico e público, que escreveu vários livros, foi um comentarista de televisão freqüentes e um contribuinte para Vanity Fair, publicações Slate e outros. Ele se tornou um autor popular em 2007 graças a "Deus Não é Grande", um manifesto para os ateus.
Muito tempo depois de seu diagnóstico, suas colunas e ensaios apareceram regularmente, savaging da família real, divertindo-se com a morte de Osama bin Laden, ou ponderando as letras do poeta Philip Larkin. Ele era intolerante de bobagens, inclusive sobre sua própria saúde. Em um artigo que apareceu na edição de janeiro 2012 da revista Vanity Fair, ele descartou o velho ditado que o que não te mata te faz mais forte.
"Até agora, eu decidi tomar as minha doença pode atirar em mim, e para ficar combativo, mesmo quando tomar a medida da minha inevitável declínio. Repito, isso não é mais do que uma pessoa saudável tem a ver em movimento mais lento,", escreveu ele. "É o nosso destino comum. Em ambos os casos, porém, pode-se dispensar máximas facile que não vivem até seu faturamento aparente."
Eloqüente e intempestiva, obscenas e urbano, Hitchens foi um reconhecido contrarian e contradição - meio cristão, meio-judeu e totalmente não-crentes; um nativo da Inglaterra que se estabeleceu nos Estados Unidos, um ex-trotskista que apoiaram a guerra do Iraque e apoiou George W . Bush. Mas suas paixões manteve-se constante e as metas de sua juventude, de Henry Kissinger à Madre Teresa, ficou odiado.
Ele era um humanista militante que acredita no pluralismo e da justiça racial e liberdade de expressão, cidades grandes e belas-artes e da vontade de ficar com as conseqüências. Ele estava bateu na traseira pelo então primeiro-ministro britânico de Margaret Thatcher e espancado em Beirute. Ele uma vez submetidos ao waterboarding para provar que era realmente tortura.
Hitchens foi um sensualista comprometidos que se abstiveram de vida limpa como se fosse apenas outro tipo de igreja. Em 2005, ele se lembrava de uma viagem para Aspen, Colorado, e um breve encontro depois de pisar fora de um teleférico.
"Fui recebido por espécimes imaculada de feminilidade jovem americano, segurando bandejas de prata e piscando dentição perfeita", escreveu ele. "O que eu gostaria? Eu pensei que um gin e tônica seria atender o caso." Sir, isso seria inapropriado. " Em que sentido? "Neste gin altitude seria muito mais tóxico do que ao nível do solo." Nesse caso, eu disse, torná-lo um casal. "
Um aliado e inimigo enfático inspirado, ele ficou por amigos em apuros ("Satanic Verses" romancista Salman Rushdie) e contra os inimigos no poder (o aiatolá Ruhollah Khomeini do Irã). Seus heróis incluídos George Orwell, Thomas Paine e Gore Vidal (pre-Sept. 11). Entre aqueles na lista de Hitchens de vergonha: Michael Moore, Saddam Hussein, Kim Jong il, Sarah Palin, Gore Vidal (pós 11 de setembro) eo príncipe Charles.
"Nós já sabíamos há muito tempo que navega vazia do príncipe Charles são tão manipuladas como a ser engrossada por qualquer waft passagem ou brisa do crankiness e não posso", Hitchens escreveu na Slate em 2010 depois de o herdeiro do trono britânico fez um discurso criticando Galileo para o foco do cientista em "o material aspecto da realidade."
"Ele caiu para o antropólogo Laurens van der Post falso. Ele estava estupefato com os encantos da medicina homeopática. Ele foi believably relatado como dizendo que as plantas melhor se você falar com eles de uma forma suave e encorajador. Mas esta última partida promove-lo de um defensor do nonsense inofensivo ao nonsense positivamente sinistro. "
Hitchens nasceu em Portsmouth, Inglaterra, em 1949. Seu pai, Eric, era uma "bolsa de lábios" veterano da Marinha conhecido como "O comandante", sua mãe, Yvonne, um romântico que mais tarde se matar durante um encontro extra-marital na Grécia. Jovem Christopher teria prefere ler um livro. Ele era um "erva daninha um mero e fraco e chute-bag" que descobriu que "as palavras podem funcionar como armas", e assim armazenadas eles.
Na faculdade, em Oxford, ele fez amigos de longa data, tais como autores Martin Amis e Ian McEwan e alegou estar por perto quando visitar Rhodes scholar Bill Clinton fez ou não inalar a maconha. Radicalizados pela década de 1960, Hitchens foi muitas vezes preso em comícios políticos, foi expulso do Partido Trabalhista da Grã-Bretanha sobre a sua oposição à Guerra do Vietnã e se tornou um correspondente da revista radical Internacional Socialiam. Ampliou sua reputação na década de 1970 através de seus escritos para o New Statesman.
Ondulada de cabelos e ensimesmado e em chamas com humor e ira, ele era uma estrela da esquerda no papel e na câmera, um convidado popular da televisão e colunista de uma das mais antigas do mundo publicações liberais, The Nation. Em tempos mais amigável, Vidal foi citado como citar Hitchens como um digno herdeiro de seu trono satírico.
Hitchens, mas nunca poderia simplesmente balançar a cabeça. Ele rivalizou com o colega Nation colunista Alexander Cockburn, rompeu com a liberdade Vidal e irritou simpatizantes da escolha, afirmando que a vida da criança começa na concepção. Um ensaio para Vanity Fair foi intitulado "Por que as mulheres não são engraçadas", e Hitchens não estava brincando.
Ele tinha sido infeliz com a relutância da esquerda para enfrentar inimigos ou amigos. Ele nota sua decepção forte que Arthur Miller e outros líderes liberais evitado de fazer aparições públicas em nome de Rushdie após o aiatolá Khomeini pediu a morte. Ele defendeu a intervenção na Bósnia ea derrubada de Saddam Hussein no Iraque.
Nenhum democrata irritou mais do que Clinton, cuja presidência levou até o fim da amizade Hitchens 'com assessor da Casa Branca Sidney Blumenthal e outros apoiantes de Clinton. Como Hitchens escreveu em suas memórias, ele encontrou Clinton "ódio em seu comportamento para as mulheres, como um mentiroso patológico e profundamente suspeito quando se tratava de dinheiro na política."
Ele escreveu o livro anti-Clinton, "No One Left to Lie To," num momento em que a maioria dos liberais estavam apoiando o presidente como ele enfrentou impeachment sobre seu caso com Monica Lewinsky. Hitchens também detestava Hillary Rodham Clinton, e desviou sua afiliação de independentes para o democrata, em 2008, apenas para que ele pudesse votar contra ela nas primárias presidenciais.
Os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, completou a sua saída. Ele lutou com Vidal, Noam Chomsky e outros que nem sugeriu que política externa dos EUA ajudou causou a tragédia ou que a administração Bush tinha conhecimento avançado. Ele apoiou a guerra do Iraque, deixou o The Nation, apoiou Bush para a reeleição em 2004 e várias vezes castigado aqueles a quem ele acreditava se preocupassem com os sentimentos dos muçulmanos.
"Não é suficiente que a fé afirma ser a solução para todos os problemas", escreveu na Slate em 2009, após um jornal dinamarquês pediu desculpas por publicar caricaturas do profeta Maomé que levou organizações muçulmanas para ameaçar ação legal. "É agora exigiu que tal afirmação absurda ser imune a qualquer investigação, qualquer crítica, e qualquer ridículo."
Seus ensaios foram compilados em livros como "Por uma questão de argumento" e "preparado para o pior." Ele também escreveu biografias curtas / apreciações de Paine e Thomas Jefferson, um tributo ao Orwell e "Cartas a um Jovem Contrarian (Art of Mentoring)", no qual ele aconselhou que "Apenas um conflito aberto de idéias e princípios pode produzir qualquer clareza. " Uma coleção de ensaios "Provavelmente", saiu em setembro de 2011 e ele estava planejando uma "meditação do livro-comprimento de doença e mortalidade." Ele apareceu em um documentário 2010 sobre o tópico cantor Phil Ochs.
Sobrevivido por sua segunda esposa, Carol autor Azul, e por seus três filhos (Alexandre, Sofia e Antonia), Hitchens tinha idéias quotable sobre a posteridade, esclareceu anos atrás, quando ele se viu referido como "o falecido" Christopher Hitchens na impressão. Para maio 2010 questão da Vanity Fair, antes de sua doença, Hitchens respostas apresentadas para o Questionário de Proust, uma sondagem e pesquisa pessoal para os quais o famoso revelaram tudo, desde a sua cor favorita para o seu maior medo.
Sua visão de felicidade terrena: "Para ser vindicado na minha própria vida."
Sua maneira ideal de morrer: ". Totalmente consciente, e luta ou recitar (ou brincar)"
Texto original: http://www.cbsnews.com/8301-501363_162-57344017/christopher-hitchens-militant-pundit-dies-at-62/