quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Proteína faz vírus de HIV morrer de fome

Uma equipe internacional de pesquisa descobriu como uma proteína protege algumas das nossas células brancas, do sistema imunológico, contra a forma mais comum e virulenta de HIV. asOs resultados do estudo, publicados recentemente no periódico científico Nature Immunology, alargam as esperanças dos cientistas de encontrarem novas drogas antirretrovirais mais eficazes. A pesquisa também colabora para um maior esclarecimento sobre patógenos, como o vírus do herpes, que usam o mesmo mecanismo do HIV para se replicarem dentro de nossas células.

Os pesquisadores descobriram que a proteína SAMHD1 corta a linha de abastecimento de matérias-primas (DNTPs – fazem parte dos blocos de construção de DNA) que o HIV usa para criar DNA e se replicar. Essa proteína reside nas células brancas do sangue, os macrófagos, que englobam e destroem invasores, e também está associada às células dendríticas do sistema imunológico. (As células dendríticas estão localizadas em áreas mais expostas – como pele, trato gastrintestinal e sistema respiratório – à invasão de microrganismos estranhos. Elas são especificamente formadas para capturar e transportar antígenos até os linfonodos que compõem o sistema imunológico.)

A proteína SAMHD1 destrói a maioria dos blocos de construção, dificultando a replicação do HIV-1 nos macrófagos. Mesmo assim, esse vírus usa os macrófagos como um refúgio seguro, sobrevivendo em pacientes por anos ao enganar o sistema imunológico e as drogas projetadas para matá-lo. É graças, em grande parte, à sua habilidade de se esconder no corpo que o HIV-1 é capaz de sobreviver por décadas e, finalmente, assaltar de súbito o sistema imunológico.

A equipe também descobriu como outra proteína, a Vpx – encontrada em outro tipo de HIV, o HIV-2 (mais comum na África) – destrói a proteína SAMHD1, abrindo caminho para esse vírus infectar os macrófagos. Embora o HVI-2 possa ser replicado em macrófagos, ele é menos virulento que o HVI-1, que não pode.

ass“Nós não sabemos exatamente como as proteínas SAMHD1 e Vpx afetam a virulência do HIV-1 e HIV-2, mas é algo que estamos explorando ativamente,”, disse Baek Kim, um dos três autores do artigo da pesquisa e professor de Microbiologia e Imunologia do Centro Médico da Universidade de Rochester, EUA. “Nesse caso, a capacidade doHIV-2 para se replicar mais rapidamente em macrófagos não o ajuda a se tornar mais virulento.

Uma possibilidade seria o vírus – quando confrontado com uma escassez de matérias-primas – colocar sua habilidade de mutação em prática, criando mais mutações em um esforço para contornar o caminho bloqueado pela SAMHD1. Tais mutações constantes são uma característica do HIV que torna tão difícil o tratamento de pacientes.

“Faz sentido pensar que um mecanismo como este está ativo em macrófagos”, disse Kim. “Os macrófagos comem organismos perigosos literalmente. Você não desejaria que estes organismos tivessem acesso ao maquinário celular necessário para se replicarem. E os macrófagos não necessitam dele, porque não se replicam. Daí essas células imunes terem a proteína SAMHD1 para se livrarem dos blocos de construção que esses organismos invasores precisam para copiarem a si mesmos. Esta é uma grande defesa do anfitrião”.

Fonte: http://cienciadiaria.com.br

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Grandes Esperanças - Charles Dickens

Um maravilhoso documentário sobre o livro "Grandes Esperanças"  que é um romance escrito por Charles Dickens, publicado originalmente em 1861. O livro conta a estória de Philip Pirrip, órfão criado pela irmã num ambiente de pobreza, que tem sua vida radicalmente alterada quando um misterioso benfeitor lhe doa uma fortuna. Sua mudança para Londres, o esforço para tornar-se um cavalheiro, as grandes esperanças e certos dilemas morais tornam este romance de Dickens inesquecível.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

O ESTADO BRASILEIRO É LAICO?

211155_233448643376932_1683378699_nNesse post esclarecerei uma duvida muito comum em nosso meio; o estado brasileiro é laico, sim ou não? Sei que muitos fazem essa pergunta, quando observa a igreja interferindo tanto nas nossas leis, sobre tantos privilégios que ela tem, ensino religioso nas escolas públicas em fim…Espero esclarecer algumas de muitas dúvidas sobre esse assunto.

 

Introdução – O que é estado laico?

Não é fácil definir o Estado laico, é mais fácil dizer o que ele não é. Como a democracia. Mas, o que o Estado laico não é será tratado em outro lugar.

A laicidade do Estado é um processo. Antigamente, todos os Estados baseavam sua legitimidade no sagrado, de modo que o rei ou imperador era considerado um Deus ou seu filho ou seu enviado. Depois, ele reinava por direito divino, como se um simples mortal tivesse recebido o poder político de um Deus. Por isso, o poder do governante era considerado sagrado, tirando daí sua legitimidade, que se espraiava para todo o Estado. Com essa base religiosa, o Estado privilegiava uma religião em detrimento de outras. Exemplos desses privilégios são abundantes, no passado e no presente, nos regimes políticos monárquicos e nos republicanos.

Se os Estados não nasceram laicos, um Estado torna-se laico quando prescinde da religião para sua legitimidade, que passa a se basear exclusivamente na soberania popular. Ou seja, quando o Estado prescinde da religião como elemento de coesão social e para a unidade nacional, ele torna-se um Estado laico, mesmo sem dizer isso na Constituição nem proclamar aos quatro ventos.

O primeiro resultado da laicidade é que o Estado torna-se imparcial em matéria de religião, seja nos conflitos ou nas alianças entre as organizações religiosas, seja na atuação dos não crentes. O Estado laico respeita, então, todas as crenças religiosas, desde que não atentem contra a ordem pública, assim como respeita a não crença religiosa. Ele não apoia nem dificulta a difusão das ideias religiosas nem das ideias contrárias à religião.

O segundo resultado da laicidade do Estado é que a moral coletiva, particularmente a que é sancionada pelas leis, deixa de ter caráter sagrado, isto é, deixa de ser tutelada pela religião, passando a ser definida no âmbito da soberania popular. Isso quer dizer que as leis, inclusive as que têm implicações éticas ou morais, são elaboradas com a participação de todos – dos crentes e dos não crentes, enquanto cidadãos. O Estado laico não pode admitir imposições de instituições religiosas, para que tal ou qual lei seja aprovada ou vetada, nem que alguma política pública seja mudada por causa dos valores religiosos. Mas, ao mesmo tempo, o Estado laico não pode desconhecer que os religiosos de todas as crenças têm o direito de influenciar a ordem política, fazendo valer, tanto quanto os não crentes, sua própria versão sobre o que é melhor para toda a sociedade.

De todo modo, vale não esquecer que a laicidade do Estado é um processo. Não existe no mundo um Estado totalmente laico, como não existe um Estado totalmente democrático. Como a democracia, a laicidade é um processo, uma construção social e política.

Mas o estado é laico sim ou não?

É difícil responder à pergunta em termos de "sim" ou "não". A laicidade não existia no tempo do Império, já foi maior no início do período republicano, pelo menos na educação pública, e é hoje maior do que naquela época na legislação sobre a família. É como a democracia. O Estado brasileiro é hoje mais democrático do que foi em qualquer momento do passado, mas há muito, muito mesmo a fazer para ampliar a democracia. Já houve recuos, mas os avanços prevalecem.

Em suma: o Estado brasileiro não é totalmente laico, mas passal lentamente por um processo de laicização.

Na sua formação, o Estado brasileiro nada tinha de laico. A Constituição do Império (1824) foi promulgada por Pedro I "em nome da Santíssima Trindade". O catolicismo era religião oficial e dominante. As outras religiões, quando toleradas, eram proibidas de promoverem cultos públicos, apenas reuniões em lugares fechados, sem a forma exterior de templo. As práticas religiosas de origem africana eram proibidas, consideradas nada mais do que um caso de polícia, como até há pouco tempo. O clero católico recebia salários do governo, como se fosse formado de funcionários públicos. O Código Penal proibia a divulgação de doutrinas contrárias às "verdades fundamentais da existência de Deus e da imortalidade da alma". Os professores das instituições públicas eram obrigados a jurarem fidelidade à religião oficial, que fazia parte do currículo das escolas públicas primárias e secundárias. Só os filhos de casamentos realizados na Igreja Católica eram legítimos, todos os outros eram "filhos naturais". Nos cemitérios públicos, só os católicos podiam ser enterrados. Os outros tinham de se fingir católicos ou procurarem cemitérios particulares, como o "dos ingleses" (evangélicos), no Rio de Janeiro.

A situação de hoje é bem diferente daquela, mas ainda está longe de caracterizar um Estado laico. As sociedades religiosas não pagam impostos (renda, IPTU, ISS, etc ) e recebem subsídios financeiros para suas instituições de ensino e assistência social. O ensino religioso faz parte do currículo das escolas públicas, que privilegia o Cristianismo e discrimina outras religiões, assim como discrimina todos os não crentes. Em alguns estados, os professores de ensino religioso são funcionários públicos e recebem salários, configurando apoio financeiro do Estado a sociedades religiosas, que, aliás, são as credenciadoras do magistério dessa disciplina. Certas sociedades religiosas exercem pressão sobre o Congresso Nacional, dificultando a promulgação de leis no que respeita à pesquisa científica, aos direitos sexuais e reprodutivos. A chantagem religiosa não é incomum nessa área, como a ameaça de excomunhão. Há símbolos religiosos nas repartições públicas, inclusive nos tribunais.

A expressão Estado laico não consta da constituição de 1988, mas parte de seu conteúdo pode ser encontrado nela: entre as interdições à União, aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios, está a de

"Estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-las, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público."

Assim formulado, o texto constitucional permite associações entre o Estado e instituições religiosas que, se não interdita consciência e crença, privilegia uns credos em detrimento de outros, e, mais ainda, privilegia os crentes diante dos não crentes em matéria religiosa.

O Estado brasileiro tem tratados com o Vaticano, ente estatal da Igreja Católica, em matérias como a capelania militar, além de concordatas implícitas, como a que mantém o laudêmio. Este é um resquício do direito medieval, que persiste até hoje no Brasil. Ele consiste numa taxa que o proprietário de um imóvel tem de pagar anualmente (foro). Além disso, cada vez que o imóvel sujeito ao laudêmio é vendido, tem-se de pagar uma taxa calculada à base de 2,5% a 5,5% do valor da transação - chega a ser maior do que o imposto de transmissão devido à Prefeitura Municipal. Além da família imperial, dioceses da Igreja Católica e irmandades religiosas beneficiam-se do laudêmio nas áreas centrais das cidades mais antigas do país. Se as Igrejas Evangélicas não recebem recursos do laudêmio, beneficiam-se de outros privilégios, como as concessões de emissoras de rádio e televisão, além de acesso a recursos públicos para atividades assistenciais e educacionais. O art. 150 da Constituição proíbe a criação de impostos federais, estaduais e municipais sobre "templos de qualquer culto".

Durante a preparação da visita do papa Bento XVI, em maio de 2007, o Vaticano pressionou o governo brasileiro a assinar um pacto para consolidar os privilégios da Igreja Católica, assim como para estabelecer outros, como o livre acesso às terras indígenas, para ação religiosa. Naquela ocasião, denúncias de entidades laicas e matérias na imprensa, de que um acordo secreto estava sendo elaborado, frustraram a iniciativa, que, aliás, recebeu a rejeição do Presidente da República, que afirmou ser "o Brasil um Estado laico". No entanto, os entendimentos continuaram, secretamente, e culminaram na assinatura da Concordata, em Roma, em novembro de 2008. O texto encontra-se no Congresso Nacional para ser homologado ou rejeitado.

Nesse processo de construção do Estado laico, há avanços e recuos. Aqui vão dois exemplos. Primeiro, dois exemplos de avanço seguido de recuo. A Constituição Republicana de 1891 determinava que fosse laico o ensino ministrado nas escolas públicas, mas a aliança do Governo Vargas com a Igreja Católica fez com que o ensino religioso voltasse às escolas públicas, mediante decreto, em 1931, e por determinação constitucional, em 1934. Desde então, todas as constituições preveem o ensino religioso nas escolas públicas, um retrocesso. Vamos a outro. As duas Leis de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (1961 e 1996) foram promulgadas com uma cláusula que proibia o uso de recursos públicos para o ensino religioso nas escolas públicas - um avanço na direção da laicidade do Estado. Mas, essa cláusula foi retirada das duas leis, pelo mesmo Congresso que as promulgara, por causa da pressão da Igreja Católica - outro recuo na laicidade. Agora, um exemplo de avanço da laicidade do Estado, este bem consolidado. Apesar da longa e sistemática oposição do clero da Igreja Católica contra a possibilidade legal de dissolução da sociedade conjugal, o divórcio foi instituído, por lei do Congresso Nacional, em 1977. Neste caso, a moral coletiva foi retirada da tutela religiosa, portanto, houve um avanço no processo de laicização do Estado que refletiu a secularização da Sociedade.

O que é liberdade religiosa?

A liberdade religiosa é o direito que todas as pessoas têm de exercer sua religião ou até de não ter qualquer crença. Qualquer ofensa a esse direito pode ser coibida por medidas jurídicas.
Garantir a liberdade religiosa é diferente de simplesmente tolerar uma religião. Não é um favor que as pessoas fazem, mas obrigação de todos e do Estado.

O que o estado laico não é:

Antes de qualquer outra coisa, é preciso dizer que o Estado laico não é confessional. O Estado confessional é aquele que privilegia uma certa religião ou um grupo de religiões, transferindo para ela(s) recursos financeiros públicos, direta ou indiretamente, sancionando legalmente suas diretrizes morais e introduzindo nos currículos escolares das escolas públicas sua(s) doutrina(s). O Estado confessional pode ter uma religião exclusiva, proibindo as demais, ou privilegiar uma(s) e tolerar outras. O Estado brasileiro era confessional durante o Império, assim como são confessionais Estados contemporâneos, como a Grã-Bretanha, o Irã, Israel e a Dinamarca, que têm, religiões privilegiadas, respectivamente o Cristianismo de Confissão Anglicana, o Islamismo, o Judaísmo e o Cristianismo de Confissão Luterana.

Algumas pessoas pensam que basta a separação jurídica entre o Estado e as sociedades religiosas (separação Igreja–Estado) para que a laicidade exista. Não é assim. Há países que não têm religião oficial e nem por isso são laicos. Por outro lado, existem antigas monarquias, com religião oficial, que são mais laicas do que certos Estados latino-americanos. Por exemplo, a Grã-Bretanha e a Dinamarca são mais laicas do que o Brasil e a Argentina, que se separaram formalmente da Igreja Católica há mais de um século.

O Estado laico tampouco é um Estado concordatário. Concordata é um termo próprio do universo simbólico da Igreja Católica, a única organização religiosa que tem um Estado para representar-la, o Vaticano. Concordatas são, então, tratados firmados entre os governos de dois Estados, o Vaticano e um outro. Se a concordata com a Itália não foi a primeira, constitui a matriz das que a Igreja Católica estabelece com diferentes governos, com esse nome ou outro. O governo fascista italiano firmou com o Vaticano uma concordata (Tratado de Latrão), pelo qual o primeiro reconheceu certas propriedades eclesiásticas, introduziu o catecismo católico no currículo das escolas públicas e símbolos religiosos católicos nas escolas e outros estabelecimentos públicos, além de outros privilégios econômicos e políticos. O Vaticano, por sua vez, reconheceu o Estado italiano (que se constituiu a partir da unificação estatal, em 1870, que incorporou os Estados pontifícios). Mesmo depois da queda do fascismo, o Estado italiano vem renovando a concordata com o Vaticano.

O Estado laico também não é ateu. O Estado ateu é aquele que proclama que toda e qualquer religião é alienada e alienante, em termos sociais e individuais. Para combater a alienação, o Estado ateu combate, então, toda e qualquer religião. Se não consegue proibi-la, completamente, dificulta ao máximo suas práticas, inibe sua difusão e desenvolve contínua e sistemática propaganda anti-religiosa. A União Soviética e os Estado socialistas constituídos no leste europeu, assim como a República Popular da China estabeleceram regimes ateus, com base na concepção de que toda e qualquer religião seria fonte de alienação do povo. Houve diferentes graus na efetivação da política ateísta, mais radical na Alemanha Oriental do que na Polônia, por exemplo, onde todo o aparato formativo da Igreja Católica manteve-se em operação, acabando por se tornar um dos principais elementos de dissolução do “socialismo real”

Bom espero que tenha esclarecido algumas duvidas sobre o estado laico. Esse tema é extenso demais, mas com o tempo eu irei abordando com mais frequência. Fiquem a vontade para comentar, criticar, acrescentar, toda e qualquer opinião será bem vinda.Obrigado por disponibilizarem seu tempo e sua paciência para ler esse artigo até o fim. Então até a próxima pessoal!

Consulta:

BIRMAN, Patrícia e outros. Religião e espaço público, São Paulo, Attar Editorial, 2003.
BOURDIEU, Pierre, A economia das trocas simbólicas, São Paulo, Perspectiva, 1974.
BRUNEAU, Thomas C. O catolicismo brasileiro em época de transição, São Paulo, Loyola, 1973.
CUNHA, Luiz Antônio e CAVALIERE, Ana Maria, “O ensino religioso nas escolas públicas brasileiras: formação de modelos hegemônicos”, in Lea Paixão e Nadir Zago (orgs.) Sociologia da Educação – pesquisa e realidade brasileira, Petrópolis, Vozes, 2007.
Dossiê “Religiões no Brasil”, Estudos Avançados (São Paulo), vol., 18, no. 52, 2004.
JACOB, César R. e outros. Atlas da filiação religiosa e indicadores sociais no Brasil. São Paulo, Editora Loyola, 2003.
MARIZ, Cecília L. A teologia da batalha espiritual: uma revisão bibliográfica. BIB- Revista Brasileira de Informação Bibliográfica em Ciências Sociais (Rio de Janeiro, Brasil), no. 47, 1999.
PIERUCCI, Antônio Flávio, “Interesses religiosos dos sociólogos da religião”, in Ari Pedro Oro e Carlos Alberto Steil (orgs), Globalização e religião, Petrópolis, Vozes, 1997.
FISCHMANN, Roseli, Estado Laico, São Paulo, Memorial da América Latina, 2008.
LOREA, Roberto Arriada (org.), Em defesa das liberdades laicas, Porto Alegre, Livraria do Advogado Editora, 2008.
http://www.nepp-dh.ufrj.br

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Domingo do humor herege - Tim Minchin

Bom como estava vendo que o blog estava ficando chato, maçante entediante até, só com postagens de documentários, textos científicos e algumas imagens de humor, resolvi dedicar o domingo para o humor herege, aonde estarei postando vídeos, piadas em fim…Agora todos os domingos irei postar humor herege que faz parte mesmo da nossa cultura.
E nada melhor para começar o marcador “Domingo do humor herege” como alguns vídeos do Tim Minchin o qual pra mim é um dos maiores comediantes hereges do mundo.Então bom divertimento!

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Eutanásia – A prova que a igreja não acredita no que prega

Eutanásia

Cientistas descobrem novo planeta composto por água a 40 anos-luz

Uma notícia séria que, sobre um artigo científico, que ao final o leitor se deparará com o exemplo da mais pura alienação e ignorância de um cristã, mas será bom para darmos umas boas gargalhadas com o Print. Então leitura e bom divertimento…

ana

Um grupo de astrônomos descobriu a existência de um novo tipo de planeta, composto em sua maior parte de água e com uma leve atmosfera de vapor. A informação foi divulgada nessa terça-feira (21) pelo Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian (em Cambridge, nordeste dos Estados Unidos) e pela Nasa.

Trata-se de um planeta fora de nosso sistema solar denominado "GJ1214b", descoberto em 2009 graças ao telescópio espacial Hubble da Nasa. Segundo estudos recentes de um grupo de astrônomos, ele tem "uma enorme fração de sua massa" composta de água.

Em nosso sistema solar existem três tipos de planetas: rochosos e terrestres (Mercúrio, Vênus, a Terra e Marte), gigantes gasosos (Júpiter e Saturno) e gigantes de gelo (Urano e Netuno).

Por outro lado, existem planetas variados que orbitam em torno de estrelas distantes, entre os quais há mundos de lava e "Júpiteres" quentes.

"Observações do telescópio espacial Hubble da Nasa acrescentaram este novo tipo de planeta", ressaltou comunicado conjunto do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian e da Nasa. Os estudos foram realizados pelo astrônomo Zachory Berta e por um grupo de colegas.

Características

O "GJ1214b", situado a 40 anos luz da Terra, é considerado uma "super-Terra", com 2,7 vezes o comprimento de nosso planeta e sete vezes seu peso.

Ele orbita a cada 38 horas ao redor de uma estrela vermelha anã e possui temperatura estimada de 450 graus Fahrenheit (232 graus celsius).

Em 2010, um grupo de cientistas liderado por Jacob Bean havia indicado que a atmosfera de "GJ1214b" deveria ser composta em sua maior parte por água, depois de medir sua temperatura.

No entanto, as observações também podem ter sido feitas em razão da presença de uma nuvem que envolve totalmente o planeta.

As medições e observações efetuadas por Berta e por seus colegas quando o "GJ1214b" passava diante de seu sol permitiram comprovar que a luz da estrela era filtrada através da atmosfera do planeta, exibindo um conjunto de gases.

O equipamento do Hubble permitiu distinguir uma atmosfera de vapor. Depois, os astrônomos conseguiram calcular a densidade do planeta a partir de sua massa e tamanho, comprovando que ele tem "muito mais água do que a Terra e muito menos rocha".

!!!!

http://www.douradosnews.com.br/

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Deus O Laranja...

Igreja Católica - Padres - Documentário BBC

Recentemente, foi noticiado por vários sites e jornais, que o Papa Bento XVI, preocupado, com as comprovadas denúncias de violências sexuais cometidas contra crianças por sacerdotes católicos na Irlanda e em várias partes do mundo, disse estar indignado com a inércia da hierarquia católica, diante de atos de pedofilia cometidos por padres e acobertados por bispos.

Na verdade, o senhor Bento XVI, está mais preocupado com a reputação e credibilidade dos seus sacerdotes e da Igreja romana do que com os transtornos irreparáveis causados nas próprias vítimas e familiares. Denúncias recentes, como essa da Irlanda é apenas a ponta o iceberg. Infelizmente, ainda tem muita sujeira escondida que só agora estão sendo trazidas a lume devido a uma forte pressão internacional.

Abaixo você terá oportunidade de ver um documentário polêmico da BBC sobre padres pedófilos dividido em quatro partes. Segundo informação disponível no YouTube, esse documentário foi proibido de passar no Brasil, “pois ele faz denuncias contra a Igreja Católica e sua tolerância com crimes cometidos por seus respeitáveis membros".

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Ateísmo: A Breve História da Descrença

Documentário dividido em 3 episódios produzido pela BBC, escrito e apresentado por Jonathan Miller. Nessa série ele nos mostra os primeiros ateus e pensadores, que mesmo muitos pagando com suas próprias vidas, ousaram não acreditar em deus e dizer por quê. O que esses brilhantes e corajosos descrentes enfrentaram não foi à ira divina, mas sim os imperadores, reis, ditadores, líderes religiosos e suas igrejas, que temiam suas ideias, pois elas poderiam ser perigosas, para eles se manterem no poder. Atualmente em países democráticos as pessoas podem manifestar suas opiniões céticas a respeito de mitos, lendas e histórias sobrenaturais como as religiosas, sem sentirem as chamas ardentes da inquisição…

Mas essas ideias libertadoras podem continuar sendo perigosas para os que ainda tiram proveito das crenças alheias, para os fanáticos religiosos, ou os que acreditam por inércia e cultura. Em pleno século 21 temos que enfrentar as consequências da Fé religiosa, e garantir que a liberdade, avanços, direitos e conquistas que todos desfrutamos na democracia secular, não nos sejam negados como no passado de ignorância, onde: “A voz de deus é que era obrigatoriamente a voz do povo”. Agora quem decide são os cidadãos, os eleitores e não os porta-vozes divinos. Toda essa interessante historia da descrença é analisada e mostrada por Jonathan Miller e seus entrevistados, nessa série excepcional e singular de documentários.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Drauzio Varella - Sempre Um Papo

Bom apesar dele encher o saco a respeito do cigarro, acho que ele faz o papel dele combatendo o tabagismo, o que é perfeitamente natural para um médico que fumou durante 20 anos e depois conseguiu largar e teve a sua vida melhorada em virtude disso. Pra mim é um dos médicos que mais fazem por esse país, combatendo o HIV, estando ao lado de pessoas em estágios terminais de câncer que é uma das coisas que ele mais combate.Mas não posso deixar de admirar ele por ser um ateu que luta pelo direito de ser ateu e coloca isso muito bem para as pessoas, assim como qualquer luta que ele se envolve, isso sem contar o trabalho que ele faz com as famílias a respeito do controle do planejamento familiar expondo de maneira racional a igreja que muitas vezes uma das inimigas do controle de natalidade.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

“ATEUS REVOLTADINHOS”

 

Se tem uma coisa que todo ateu já ouviu uma vez é que ele é revoltado. Que ele é nervoso ou rancoroso. Alguns religiosos justificam essa “característica” como sendo oriunda do fato dele “não ter deus no coração”, de ter um “vazio dentro de si”.

O ateu em geral também é invariavelmente condenado por ser muito racional. Eu mesmo já ouvi isso com a pior conotação possível. “Ah, mas você é muito racional, nunca será feliz assim”. Já deveria estar acostumado, mas ainda me impressiono quando ouço alguém criticar a racionalidade e dar-lhe um sentido negativo. Bom, parece que os religiosos não entendem mesmo que, nós ateus, só conseguimos ser felizes em nossa racionalidade. É isso que nos traz paz. Nossa capacidade de separar o real do ilusório e ainda assim apreciar tudo o que a vida traz de belo.

Como se não bastasse o ateu, segundo pesquisas, figurar em primeiro lugar na lista de preconceitos, sendo colocado à frente dos negros, dos homossexuais, dos usuários de drogas e das prostitutas, ele ainda é considerado um ser revoltado, uma pessoa raivosa.

Somos divididos em estúpidos sub-grupos baseado na patética argumentação de que se você diz que não crê em deus você é ateu, mas se você não crê em deus e diz “porque” você não crê em deus você é neo-ateu. Brilhante né?

É claro que nunca vi grupos de ateus se reunindo para agredir homossexuais na Avenida Paulista ou na orla de Copacabana. Nunca vi também associações de ateus colocarem capuzes brancos e queimarem negros. Tão pouco vi ateus dizendo que quem não concorda com eles será torturado por toda a eternidade.

Mas dessa vez sou obrigado a concordar com os religiosos. Isso mesmo: NÓS ATEUS SOMOS REVOLTADOS! Pronto admito para quem quiser ouvir. Somos revoltados e pronto.

Somos revoltados porque existem professores de ciência de escolas públicas que ainda se recusam a ensinar a evolução, somos revoltados porque a Igreja Católica não admite o uso de preservativos em continentes como a África onde a Aids é uma doença endêmica, condenando milhares a morte por via indireta.

Somos revoltados, porque missionários espancam suas mulheres quase até a morte porque afirmam que é a vontade de deus que elas se submetam a seus maridos. Somos revoltados porque em países como a Índia, com seus néscios sistemas de castas, pessoas são doutrinadas para acreditar que sua pobreza é merecida e fruto do carma de vidas passadas onde foram ruins.

Somos revoltados porque até hoje pessoas são mortas e mutiladas na África por facões cegos bradados por padres católicos que acusam pessoas de bruxaria. E antes que perguntem: sim, isso acontece hoje, não estou falando da idade média não.

Somos revoltados porque pessoas são ensinadas a odiarem sua sexualidade sob pena de irem para o inferno. Somos revoltados porque mulheres são convencidas a não exercer sua feminilidade, mesmo que existam igrejas onde a poligamia masculina seja permitida. Igrejas onde as meninas são convencidas a se casarem contra a sua vontade para não serem cobradas em suas pós-vida.

Somos revoltados por ensinarem crianças a odiarem homossexuais, por as doutrinarem a reprimir a sua homossexualidade e a odiarem seus corpos. Somos revoltados por dizerem que se forem gays são doentes e precisam “de cura”.

Somos revoltados porque pais religiosos frequentemente expulsam seus filhos de casa por serem gays quando o certo, o “cristão” a se fazer, seria amar-los e acolher-los, assim como um tal de “Jesus” faria.

Somos revoltados porque humilham e agridem quem é diferente deles com uma mão enquanto na outra seguram algo que é chamado de o “bom livro”.

Somos revoltados porque obras de arte de valor inimaginável como os Budas de Bamiyan foram destruídas pelos Talibãs, por aversão à “idolatria”. Somos revoltados pela pratica monstruosa da infibulação, que consiste em mutilar o clitóris de meninas e mulheres a fim de frear-lhes a sexualidade, e isso tudo com fundamentação em interpretação teológica.

Somos revoltados com a teocracia islâmica onde um o simples desobedecer ao pai ou mero namoro fora do casamento e da religião é punível com açoitamento público e dependendo do caso até a pena de morte por apedrejamento.

Somos revoltados quando sabemos que crianças de 10 anos de idade são forçadas a casar por mero atendimento à crenças e costumes religiosos oriundos de uma época onde as pessoas defecavam no mesmo local em que comiam.

Somos revoltados porque aqui mesmo no Brasil, onde uma outra criança de 9 anos foi estuprada e engravidou e ter um aborto autorizado, ser comunicada que tanto os médicos que fizeram o procedimento, assim como a família que a permitiu, foram excomungados pela Igreja Católica. Somos revoltados também, porque essa mesma igreja Católica não teve essa mesma atitude para com o animal que praticou tal estupro e não o excomungou também. Ora, que pesagem é essa? Que mensagem é essa perpetuou?

Nós ateus nos revoltamos com o fato de que essa mesma Igreja Católica só reconheceu e se desculpou em 1992 pela injustiça que praticou com Galileu em 1663. Nos revoltamos porque 300 anos é muito tempo até se pedir desculpas.

Nós ateus ficamos revoltados quando vemos pessoas diariamente sendo roubadas e abusadas em sua fé por pastores que lhes passam a perna sem a menor piedade. Por larápios disfarçados de cordeiro com suas mansões na Flórida e seus aviões a jato.

Nós ateus ficamos revoltados quando ouvimos que forças sobrenaturais ou entidades atuam e produzem efeitos sobre um mundo natural, mas são totalmente invisíveis e indetectáveis nesse mesmo mundo natural.

Nós ateus ficamos revoltados quando religiosos nos afirmam que não podemos julgar ou discernir os atos ou omissões divinas faces às tragédias do cotidiano e dizer que deus é mal por isso, vez que nosso critério, por ser humano, é falho, quando esses mesmos religiosos, usam esse mesmo critério humano e falho, para dizer que deus é bom e justo.

Nós ateus somos revoltados vez que não aceitamos com passividade o fato da humanidade se matar de forma rotineira com base em livros sagrados contraditórios e sem nenhuma justificativa que os sustente a não ser a fé de quem os professa.

Nós ateus nos revoltamos quando assistimos aviões serem jogados a 500 KM por hora contra prédios. Nos revoltamos quando vemos cristãos matarem muçulmanos e muçulmanos matarem judeus em um loop de violência infinita em nome de um deus que nunca apareceu nem para um cafezinho.

Nós ateus nos revoltamos sim. E temos orgulho dessa revolta. Temos orgulho de propagarmos o pensamento crítico, o embasamento científico doa a quem doer. Temos orgulho de colocar o dedo na ferida. Temos orgulho de dizer que todos que afirmam suas certezas deveriam ter a obrigação de demonstrar-las com evidências ao invés de empurrar a sujeira para baixo do tapete.

Nós ateus temos vergonha quando religiosos aduzem que a terra foi feita para eles quando sabemos que somos apenas poeira estelar e que a humanidade é um mero piscar de olhos na vastidão do tempo e do espaço.

Nós ateus ficamos revoltados quando religiosos nos chamam de radicais e intolerantes por dizermos: “nós não concordamos com vocês”, “que evidências vocês tem para corroborar o que afirmam”.

Nós ateus nos revoltamos quando religiosos querem tentam passar a imagem de que a revolta ateísta pela religião ocorra não pela religião em si e suas mazelas de clareza meridiana, mas sim porque há algo de errado conosco.

Mas sobretudo, nós ateus nos revoltamos, porque vocês religiosos não se revoltam. Porque não se indignam com tudo o que acontece ao redor do mundo em seu próprio país nas bem nas suas barbas. Que legado deixarão para seus filhos? Um país baseado nas ideias da bancada evangélica? É isso mesmo!?!?! Que não reclamem depois!

Por derradeiro que fique claro que, enquanto essas injustiças forem praticadas, esse tapa na cara do bom senso e da postura intelectualmente mais correta continuar, vocês religiosos terão que lidar com esses “ateus revoltados”.

Esses mesmos ateus revoltados que, durante muitos séculos e até nos dias de hoje, foram e são, perseguidos torturados e mortos. Esses ateus revoltados que, ao longo da história, contribuíram para que a ilusão nunca sobrepujasse a razão. Que trabalharam incessantemente para entregar maravilhas científicas. Que de forma inelutável sangraram para que o ser humano fosse reconhecido por sua mortalidade, falibilidade e racionalidade e ainda assim fosse imprescindível. Termino lembrando o belo questionamento de Douglas Adams: Será que não é o bastante ver que um jardim é bonito sem acreditar que ha fadas escondidas nele?”. Penso que sim…e vocês?

Humberto P. Charles

domingo, 19 de fevereiro de 2012

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Deus, O Universo e todo o resto

Carl Sagan, Arthur C. Clarke e Stephen Hawking, em uma conversa de quase uma hora sobre Deus, o Universo e Todo o Resto? Esta preciosidade reunindo algumas das maiores mentes a iluminar nosso mundo. Um grande debate legendado que você encontra aqui no Cultura Ateísta, um blog que se preocupa em pesquisar e trazer os melhores documentários, os melhores debates, os melhores estudos em fim o melhores conteúdos que fazem parte do interesse da grande parte de ateus espalhados pelo mundo a fora.




 



sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Ciência vs Religião programa 3a1 da TV Brasil

O 3a1 traz um filósofo, um teólogo e um físico para tratar de um assunto pouco comum na televisão brasileira: as grandes questões existenciais sobre a origem da vida no Planeta Terra.
O grande embate entre os adeptos do criacionismo, que professam interpretações do texto bíblico para explicar os mistérios da criação humana; versus o pensamento científico, que se apoia na seleção natural da teoria do evolucionismo de Charles Darwin para defender o Big Bang como princípio da formação do universo.
Assuntos como ateísmo, fanatismo, determinismo e liberdade de credo foram temas tratados no debate com clareza e desenvoltura. Tudo isso com o objetivo de aproximar o telespectador de questionamentos filosóficos que fazem parte do dia a dia, principalmente quando se trata de religião, devoção e fé.
A grande busca do homem em toda sua existência por respostas maiores foram apresentadas como dúvidas que permeiam também a vida dos debatedores -- especialistas em suas áreas, mas não detentores de respostas definitivas. Eles analisam as grandes contradições deste embate secular, na perspectiva da história, da diversidade cultural e do avanço do conhecimento.
Para falar do assunto, o 3a1 recebe a filósofa Nelma Medeiros, professora de filosofia da UFRRJ e integrante do Nova Mente (clínica, pesquisa e estudo em psicanálise); o biofísico Henrique Gomes de Paiva Lins de Barros, professor do Instituto Carlos Chagas e ex- Diretor do Museu de Astronomia e Ciências Afins; e o filósofo e teólogo Luiz Correa Lima, professor do Departamento de Teologia/PUC-RJ.
A apresentação é de Luiz Carlos Azedo.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Marte e seu oceano

A Agência Europeia do Espaço (ESA) informou nesta segunda-feira (6) que seu satélite Mars Express apresentou provas que um oceano cobriu parte da superfície de Marte, algo que já se suspeitava, mas que ainda continua sendo objeto de controvérsia.

O estudo partiu de dados gerados durante mais de dois anos pelo radar Marsis, que alcançou o planeta vermelho em 2005. As informações recolhidas permitiram que os especialistas descobrissem que as planícies do hemisfério Norte estão cobertas por um material de baixa densidade.

Jéremie Mouginot, do Instituto de Astronomia Planetária e Astrofísica de Grenoble (IPAG), assegura que esses compostos parecem ser depósitos sedimentários, o que supõe "uma nova e sólida prova de que em outros tempos houve um oceano nessa área".

Marte e seu oceano

O fato de que Marte já foi parcialmente coberto por um oceano era uma hipótese já trabalhada pela comunidade científica, mas essa descoberta apresenta melhores indícios para confirmá-la.

A certeza sobre a formação dessa massa de água continua sendo vaga. Acredita-se que pode ter sido originada há 4 bilhões de anos, quando o planeta vermelho apresentava condições meteorológicas mais amenas, ou há 3 bilhões, quando a camada de gelo da superfície se fundiu após um grande impacto.

O chefe da equipe da IPAG, Wlodek Kofman, explica que a Marsis penetrou o subsolo marciano, chegando a  80 metros de profundidade, onde recolheu provas de sedimentos e de gelo.

Por enquanto, os cientistas descartam que esse provável oceano tenha tido tempo suficiente para permitir o desenvolvimento de vida e asseguram que provas da mesma terão que surgir em pesquisas sobre épocas anteriores da história desse planeta.

Os dados anteriores do Mars Express sobre a existência de água em Marte vinham da análise de imagens ou de informações mineralógica e atmosférica, mas não de uma visão tão próxima com as referências obtidas pelo radar.

O satélite vai seguir em atividade para investigar o possível paradeiro desse grande volume de água…

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Facebook bloqueado temporariamente

Atenção pessoal, meu Facebook devido a intolerância de alguns cristãos, novamente foi bloqueado, eles simplesmente não aceitam ideias de ateus e começam a fazer um monte de denuncias, até que o perfil é bloqueado aparece a seguinte mensagem:

face

Mas o código não é enviado, aí quando clico em reenviar código aparece:

face2

Por em quanto vou esperar e ver se mais tarde dá pra reenviar o código, se não vou ter que fazer outro face.

Desculpem o transtorno, mas cristão é foda; não aceita que fale mal do deus de  merda deles aí ficam todos revoltados começam a denunciar o perfil da gente.

Vote no Hugo

Uma representação do texto de Tim Gorsky satirizando o pensamento religioso.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Galáxia anã jamais vista é descoberta no Grupo Local da Via Láctea

Equipe liderada por astrônomo da Universidade da Califórnia(UCLA), EUA, descobriu uma galáxia anã, companheira da galáxia NGC 4449 localizada a 12,5 milhões de anos-luz da Terra. Apelidada de NGC 4449B, a galáxia havia escapado da poderosa visão do Hubble, mas foi detectada pelo telescópio especializado Centurion 28, localizado na Califórnia e projetado para captar imagens de amplas regiões do céu. A pesquisa foi publicada hoje na revista Naturegall

A galáxia anã é a maior galáxia dentre outras anãs conhecidas “no grupo local” da Via Láctea e Andrômeda. A NGC 4449B está esticada em um “S” tão grande que sua dimensão se iguala à distância entre o centro de nossa galáxia e a posição do Sol – próximo a uma de suas extremidades.

Um encontro gravitacional estreito entre a galáxia anã e sua anfitriã NGC 4449 é evidenciado pela forma esticada de cometa apresentada pela NGC 4449B. Seu brilho muito fraco – 10 vezes menor que o brilho do céu noturno e mil vezes mais fraco que o da Via Láctea – demonstra estar ela em um “estágio de transição” caminhando para uma dissolução em breve, segundo padrões astronômicos.

gala

Já a galáxia anfitriã NGC 4449 poderia ser algo como um fóssil vivo parecido, provavelmente, com as galáxias após o Big Bang. Ela ainda está em grande atividade, formando estrelas tão “furiosamente” que possui aglomerados gigantes de jovens estrelas. Sua cor azulada – sinal de galáxia jovem – pode ser observada por telescópios grandes amadores. Também possui um núcleo, que poderia hospedar algum dia um buraco negro, e uma estrutura irregular, pois lhe faltam braços espirais característicos de muitas galáxias. Ela está cercada de um enorme complexo de gás de hidrogênio que abrange uma extensão aproximada de 300.000 anos-luz, o que poderia ser o alimento para sua explosão de formação estelar

Imagens mais aprofundadas da NGC 4449 revelaram também outras surpresas: um estranho arco de estrelas que poderia ser uma galáxia ingerida e um “halo notável” de estrelas velhas que parece consistir de duas partes. Uma parte mais exterior desta população do “halo” não era cogitada pelos astrônomos e torna a galáxia anfitriã equivalente em tamanho ao da Via Láctea. Segundo Michael Rich, líder da equipe de pesquisa, a origem destas estrelas antigas não é conhecida, mas talvez elas tenham sido adquiridas quando galáxias similares à NGC 4449B caíram na NGC 4449 e foram destruídas.

http://cienciadiaria.com.br